Tenho percebido ultimamente que poucas pessoas tem noção do que seja a agenda 21 e das pessoas com que converso tem uma ideia muito superficial da sua importância. Então vamos tentar entende-la de forma simplificada e refletir qual é a sua importância no cenário da sustentabilidade.
Primeiro vamos abordar um pouco da ECO-92 que foi o evento que criou a agenda 21 e será objeto de próximas postagens do blog.
A ECO-92 ou Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento foi realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de julho de 1992, contando com a presença de 172 países e 116 chefes de estado. Conhecida também como a "Cúpula da Terra" consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente, segundo o livro " A grande transformação ambiental " do professor doutor Marcel Bursztyn.
Segundo o documento da agenda 21 " A Conferência das Nações·Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 foi saudada como sendo o mais importante e promissor encontro planetário deste final de século ".
Ainda segundo o livro do professor doutor Marcel a agenda 21 foi lançada como o primeiro documento de compromisso internacional voltado ao horizonte de longo prazo, segundo princípios de sustentabilidade ambiental, ou seja, é um documento que estabeleceu a importância de cada país a
se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e
todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os
problemas socioambientais.
A Agenda 21 pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil, o documento é um instrumento de planejamento resultado de uma consulta à população brasileira e é realizada pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável.
A inovação trazida por esse documento foi colocar o meio ambiente em primeira ordem, pois as políticas de desenvolvimento visavam sempre o crescimento econômico legando ao último lugar a preocupação com o futuro ambiental do planeta.
A Agenda 21 é composta por quarenta capítulos e implementou a agenda local com a afirmativa de que as mudanças não podem ser realizadas somente “de baixo para cima”, como uma imposição. Isso porque as pessoas tendem a se preocupar apenas com as mudanças que afetam diretamente suas vidas e estejam ligadas diretamente as suas necessidades.
Esse documento foi o precursor para outros como o protocolo de Kyoto e criação de ONG's voltadas inteiramente para buscar soluções ambientais e trouxe para a consciência da população uma nova visão de mundo.