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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL

Durante a ECO 92 (Fórum Global das ONGs - Organizações Não-Go­vernamentais) ecologistas e educadores ambientais de todo o mundo reu­niram-se no Aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, para dis­cutir, entre ou­tros temas da mais alta relevância, os caminhos da edu­cação am­biental a nível planetário.
Após intensas discussões e várias reuniões em diferen­tes partes do mundo chegou-se a este tratado que, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão, o debate e a sua própria modifi­cação. O texto aprovado é o seguinte:
Nós signatários, pessoas de todas as partes do mundo, comprome­tidos com a proteção da vida na terra, reconhecemos o papel central da educação na formação de valores e na ação so­cial. Nos comprometemos com o processo educativo transformador através de envolvimento pes­soal, de nossas comunidades e nações para criar sociedades sustentá­veis e eqüitativas. Assim, tenta­mos trazer novas esperanças e vida para nosso pequeno, tumul­tuado mas ainda assim belo planeta.
I. Introdução
Consideramos que a educação ambiental para uma susten­tabilidade eqüitativa é um processo de aprendizagem permanente, baseado no res­peito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação hu­mana e social e para a preser­vação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relação de interdependên­cia e diversidade. Isto requer responsabilidade indi­vidual e coletiva a nível local, nacional e planetário.
Consideramos que a preparação para mudanças necessárias depende de compreensão coletiva da natureza sistemática das crises que ameaçam o futuro do planeta. As causas primárias de problemas como o aumento da pobreza, da degradação humana e am­biental e da violência podem ser identificadas no modelo de ci­vilização dominante, que se baseia em su­perprodução e supercon­sumo para uns e em subconsumo e falta de con­dições para produ­zir por parte da grande maioria.
Consideramos que são inerentes à crise a erosão dos va­lores bá­sicos e a alienação e a não-participação da quase tota­lidade dos indi­víduos na construção de seu futuro. É fundamen­tal que as comunidades planejem e implementem suas próprias al­ternativas às políticas vigen­tes. Dentre essas alternativas está a necessidade de abolição dos pro­gramas de desenvolvi­mento, ajustes e reformas econômicas que mantêm o atual modelo de crescimento, com seus terríveis efeitos sobre o am­biente e a diversidade de espécie, incluindo a humana.
Consideramos que a educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade da vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como harmonia entre os seres humanos e destes com outras formas de vida.

II. Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Res­ponsabilidade Global
1. A educação é um direito de todos: somos todos apren­dizes e educadores.
2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não-for­mal e informal, promovendo a transformação e a construção da socie­dade.
3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propó­sito de formar cidadãos com consciência local e planetá­ria, que res­peitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.
4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação so­cial.
5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holís­tica, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.
6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.
7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críti­cas, suas causas e interrelações em uma perspectiva sistê­mica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao de­senvolvimento e ao meio ambiente tais como: população, saúde, paz, di­reitos humanos, democracia, fome, de­gradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.
8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mú­tua e eqüitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas.
9. A educação ambiental deve recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, lingüística e ecológica. Isto implica em uma revisão da história dos povos nativos para modificar os enfo­ques etnocêntricos, além de esti­mular a educação bilíngüe.
10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas população, promover oportunidades para as mudanças demo­cráticas de base que estimulem os setores popula­res da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios destinos.
11. A educação ambiental valoriza as diferentes formas de co­nhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.
12. A educação ambiental deve ser planejada para estimular as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e hu­mana.
13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais.
14. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os in­teresses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal pri­vilegiado de educação, não so­mente disseminando informações em bases igualitárias, mas tam­bém promovendo intercâmbio de experiências méto­dos e valores.
15. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ação. Deve converter cada opor­tunidade em expe­riências educativas de sociedades sustentáveis.
16. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma cons­ciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilha­mos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e im­por limites à ex­ploração dessas formas de vida pelos seres hu­manos.

III. Plano de Ação
As organizações que assinam este Tratado se propõem a implemen­tar as seguintes diretrizes:
1. Transformar as declarações deste Tratado e dos de­mais produ­zidos pela Conferência da Sociedade Civil durante o processo do RIO 92 em documentos a serem utilizados na rede formal de ensino e em progra­mas educativos dos movimentos so­ciais e suas organizações.
2. Trabalhar a dimensão da educação ambiental para so­ciedades sustentáveis em conjunto com os grupos que elaboraram os demais Trata­dos aprovados durante a RIO 92.
3. Realizar estudos comparativos entre os tratados da sociedade civil e os produzidos pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Utilizar as con­clusões em ações educati­vas.
4. Trabalhar os princípios deste Tratado a partir das realida­des locais, estabelecendo as devidas conexões com a rea­lidade planetá­ria, objetivando a conscientização para a trans­formação.
5. Incentivar a produção de conhecimentos, políticas, metodoló­gicas e práticas da Educação Ambiental em todos os es­paços de educação formal, informal e não-formal, para todas as faixas etárias.
6. Promover e apoiar a capacidade de recursos humanos para pre­servar, conservar e gerenciar o ambiente, como parte do exercício da cidadania local e planetária.
7. Estimular posturas individuais e coletivas, bem como pol¡ti­cas institucionais que revisem permanentemente a coerên­cia entre o que se diz e o que se faz, os valores de nossas culturas, tradições e his­tória.
8. Fazer circular informações sobre o saber e a memória popula­res; e sobre iniciativas e tecnologias apropriadas ao uso dos recursos naturais.
9. Promover a co-responsabilidade dos gêneros feminino e mascu­lino sobre a produção, reprodução e manutenção da vida.
10. Estimular e apoiar a criação e o fortalecimento de asso­ciações de produtores e de consumidores e redes de comer­cialização que sejam ecologicamente responsáveis.
11. Sensibilizar as populações para que constituam Con­selhos Populares de Ações Ecológicas e Gestão do Ambiente vi­sando investigar, informar, debater e decidir sobre problemas e políticas ambientais.
12. Criar condições educativas, jurídicas, organizacio­nais e políticas para exigir dos governos que destinem parte significativa de seu orçamento à educação e meio ambiente.
13. Promover relações de parceria e cooperação entre as ONGs e movimentos sociais e as agências da ONU (UNESCO, PNUNA, FAO, entre ou­tras), a nível nacional, regional e internacional, a fim de estabele­cer em conjunto as prioridades de ação para educação, meio ambiente e desenvolvimento.
14. Promover a criação e o fortalecimento de redes na­cionais, regionais e mundiais para realização de ações conjun­tas entre organi­zações do Norte, Sul, Leste e Oeste com pers­pectiva planetária (exemplos: dívida externa, direitos humanos, paz, aquecimento global, população, produtos contaminados).
15. Garantir que os meios de comunicação se transformem em ins­trumentos educacionais para a preservação e conservação de recursos naturais, apresentando a pluralidade de versões com fidedignidade e contextualizando as informações. Estimular transmissões de programas gerados por comunidades locais.
16. Promover a compreensão das causas dos hábitos con­sumidores e agir para a transformação dos sistemas que os sus­tentam, assim como para a transformação de nossas próprias prá­ticas.
17. Buscar alternativas de produção autogestionária apropriadas econômica e ecologicamente, que contribuam para uma melhoria da quali­dade de vida.
18. Atuar para erradicar o racismo, o sexismo e outros precon­ceitos; e contribuir para um processo e reconhecimento da diversidade cultural, dos direitos territoriais e da autodeter­minação dos povos.
19. Mobilizar instituições formais e não-formais de educação superior para o apoio ao ensino, pesquisa e extensão em educação am­biental e a criação, em cada universidade, de centro interdisciplina­res para o meio ambiente.
20. Fortalecer as organizações e movimentos sociais como espa­ços privilegiados para o exercício da cidadania e me­lhoria da quali­dade de vida e do ambiente.
21. Assegurar que os grupos de ecologistas popularizem suas atividades e que as comunidades incorporem em seu coti­diano a questão ecológica.
22. Estabelecer critérios para a aprovação de projetos de edu­cação para sociedades sustentáveis, discutindo priorida­des sociais junto às agências financiadoras.

IV. Sistemas de Coordenação Monitoramento e Avaliação
 Todos os que assinam este Tratado concordam em:
1. Difundir e promover em todos os países o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabili­dade Global, através de campanhas individuais e coletivas pro­movidas por ONGs, mo­vimentos sociais e outros.
2. Estimular e criar organizações, grupos de ONGs e Mo­vimentos Sociais para implantar, implementar, acompanhar e ava­liar os elementos deste Tratado.
3. Produzir materiais de divulgação deste Tratado e de seus desdobramentos em ações educativas, sob a forma de textos, cartilhas, cursos, pesquisas, eventos culturais, programas na mídia, feiras de criatividade popular, correio eletrônico, e outros.
4. Estabelecer um grupo de coordenação internacional para dar continuidade às propostas deste Tratado.
5. Estimular, criar e desenvolver redes de educadores ambien­tais.
6. Garantir a realização, nos próximos três anos, do 10.  Encon­tro Planetário de Educação Ambiental para Sociedades Sus­tentáveis.
7. Coordenar ações de apoio aos movimentos sociais em defesa da melhoria da qualidade de vida, exercendo assim uma efetiva solidarie­dade internacional.
8. Estimular articulações de ONGs e movimentos sociais para re­ver suas estratégias e seus programas relativos ao meio ambiente e educação.

V. Grupos a Serem Envolvidos
 Este Tratado é dirigido para:
1. Organizações dos movimentos sociais-ecologistas, mu­lheres, jovens, grupos étnicos, artistas, agricultores, sindi­calistas, asso­ciações de bairro, e outros.
2. ONGs comprometidas com os movimentos sociais de ca­ráter po­pular.
3. Profissionais de educação interessados em implantar e imple­mentar programas voltados a questão ambiental tanto nas redes formais de ensino, como em outros espaços educacionais.
4. Responsáveis pelos meios de comunicação capazes de aceitar o desafio de um trabalho transparente e comunicação de massas.
5. Cientistas e instituições científicas com postura ética e sensíveis ao trabalho conjunto com as organizações dos movimentos so­ciais.
6. Grupos religiosos interessados em atuar junto às or­ganizações dos movimentos sociais.
7. Governos locais e nacionais capazes de atuar em sin­tonia/parceria com as propostas deste Tratado.
8. Empresários comprometidos em atuar dentro de uma ló­gica de recuperação e conservação do meio ambiente e de melho­ria da qualidade de vida humana.
9. Comunidades alternativas que experimentam novos es­tilos de vida condizentes com os princípios e propostas deste Tratado.

VI. Recursos
Todas as organizações que assinam o presente Tratado se compro­metem a:
1. Reservar uma parte significativa de seus recursos para o de­senvolvimento de programas educativos relacionados com a melhoria do ambiente e a qualidade de vida.
2. Reivindicar dos governos que destinem um percentual signifi­cativo do Produto Nacional Bruto para a implantação de programas de Educação Ambiental em todos os setores da adminis­tração pública, com a participação direta de ONGs e movimentos sociais.
3. Propor políticas econômicas que estimulem empresas a desen­volverem e aplicarem tecnologias apropriadas e a criarem programas de educação ambiental parte de treinamentos de pes­soal e para a comuni­dade em geral.
4. Incentivar as agências financiadoras a alocarem re­cursos significativos a projetos dedicados à educação ambien­tal; além de ga­rantir sua presença em outros projetos a serem aprovados, sempre que possível.
5. Contribuir para a formação de um sistema bancário planetário das ONGs e movimentos sociais, cooperativo e descen­tralizado, que se proponha a destinar uma parte de seus recur­sos para programas de edu­cação e seja ao mesmo tempo um exercí­cio educativo de utilização de recursos financeiros.
 Texto retirado do curso de Educação Ambiental - Prime Cursos.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PROJETO MESA BRASIL

Hoje eu vou falar um pouco de um projeto realizado por uma parceria público-privada que particularmente me encanta. O Projeto Mesa Brasil não só faz seu papel social, levando a comida da mesa de pessoas com baixa renda, como também utilizou o princípio da reutilização com os alimentos, mostrando que é possível reaproveitar alimentos que não são bem vistos esteticamente nas mesas os demais brasileiros, mas que tem o seu valor nutricional e pode alimentar mais pessoas combatendo a escassez e o desperdício.

Como estudante de Engenharia Ambiental é meu dever não só estudar as causas dos impactos causados no meio ambiente, mas também estudar a sociedade que interage com esse meio e utilizar de métodos economicamente viáveis para equilibrar a convivência do ser humano com o ambiente. Esse projeto mostra que é economicamente viável combater o desperdício alimentando cada vez mais brasileiros fazendo assim a sua contraparte social.

O Mesa Brasil SESC (Serviço Social do Comercio) é um programa de segurança alimentar e nutricional sustentável, que redistribui alimentos excedentes próprios para o consumo ou sem valor comercial. Foi lançado em fevereiro de 2003 com o objetivo básico de combate à fome e ao desperdício de alimentos, partindo de uma experiência pioneira de colheita urbana implantada pelo Sesc em São Paulo na década de 1990.

A ideia é simples: busca onde sobra, entrega onde falta agregando valor nutricional às refeições que são servidas em milhares de entidades assistenciais, não permitindo que alimentos ainda próprios para o consumo humano tenham como destino o lixo.

O Programa é também uma ação conjunta que integra o SESC, empresas, instituições sociais e voluntárias no esforço de diminuição das carências alimentares e do desperdício de alimentos, com um papel pró-ativo: demonstra que é possí­vel minimizar os efeitos da fome e da desnutrição por meio de programas sociais práticos, a custo reduzido e aplicação imediata.

Tem caráter permanente, baseado na parceria e as responsabilidades são assumidas por todos os segmentos sociais envolvidos, respeitando-se suas especificidades. As instituições sociais fazem parte de um esforço conjunto para melhoria da qualidade de vida e da cidadania por meio da responsabilidade social compartilhada.

Atualmente constitui-se como uma Rede de Banco de Alimentos, integrada por 82 unidades operacionais, distribuídas nos 27 estados brasileiros, em todas as capitais e em cerca de 300 municípios do interior.


O que pode ser doado
Alimentos próprios para consumo, entre eles:
- frutas, legumes e verduras 
- frios e laticí­nios 
- grãos e cereais 
- enlatados e conservas 
- pães e massas 
- carnes e derivados 
- entre outros 

Produtos e serviços como:
- combustí­vel 
- material gráfico
- embalagens plásticas 
- empréstimo de veí­culos 
- divulgação
- transporte

O que não pode ser doado
- refeições prontas.
- doces e pães com recheios cremosos.
- alimentos com embalagens danificadas, data de validade vencida, fora das condições normais de uso.

Vantagens para o doador:

  1. Certificação de responsabilidade social no apoio ao MESA BRASIL Sesc;
  2. Isenção do ICMS (Decreto nº 41577, de 03 de maio de 2002 - DOE de 06.05.2002) para os produtos e serviços doados ao Programa Mesa Brasil Sesc;
  3. Diminuição dos custos com operações de logística e eliminação de produtos sem valor comercial;
  4. Eficiência na coleta e distribuição das doações seguindo as normativas vigentes da Vigilância Sanitária;
  5. Divulgação da marca nos meios de comunicação do programa;
  6. Contribuição para o não desperdício de alimentos, ou seja, sua empresa estará amenizando o impacto de resíduos no meio ambiente;
  7. Apoio a instituições sociais assistidas por nutricionistas e assistentes sociais;
  8. Transparência nas ações e prestação de contas.


Quem pode doar:

  1. Empresas doadoras de alimentos: centrais de distribuição, supermercados, armazéns, padarias, indústrias, entre tantas outras de atividade similar, que possuam alimentos excedentes ou sem valor comercial próprios para o consumo humano;
  2. Empresas ou organizações doadoras de serviços ou produtos: empresas de logísticas e postos de combustível;
  3. Instituições públicas ou privadas e associações que possam contribuir no desenvolvimento de ações educativas e demais serviços referentes à sua área de atuação;
  4. Campanhas e eventos: empresas, instituições públicas ou privadas, associações, agremiações, entre outras que desenvolvam eventos ou campanhas com fins de arrecadação de alimentos, produtos de higiene, limpeza, brinquedos ou vestuários;
  5. Voluntários: o programa recebe voluntários que podem auxiliar com ações educativas ou serviços.

Quem pode receber: 


  1. Instituições Sociais que disponham da seguinte documentação e critérios abaixo assinalados:
  2. CNPJ, Estatuto Social, Utilidade Publica, Plano de Trabalho e Registro no Conselho de Direito correspondente à atividade desenvolvida;
  3. Prestar atendimento gratuito. Os casos onde exista a cobrança de taxa contributiva serão analisados pela equipe técnica;
  4. Atender sem distinção de credo, etnia ou religião;
  5. Não ter vínculo político partidário;
  6. Preparar e servir a comida no prato;
  7. Possuir cozinha e despensa  adequados;
  8. Ter disponibilidade para participar de palestras e/ou outras ações educativas;
  9. Possuir disponibilidade para buscar as doações na Unidade do Programa


O Mesa Brasil SESC, como ação emergencial, baseia-se no princí­pio, já aceito internacionalmente, de que a alimentação é direito fundamental de todo e qualquer cidadão. Um direito social básico, mas que, lamentavelmente, não é garantido a todas as pessoas e por isso são necessárias ações que possam melhorar esta situação duplamente perversa: a fome e o desperdí­cio de alimentos. 


BIBLIOGRAFIA:

sábado, 1 de fevereiro de 2014

ECODESENVOLVIMENTO

O termo ecodesenvolvimento se define como um processo criativo de transformação do meio com a ajuda de técnicas ecologicamente prudentes, concebidas em função das potencialidades deste meio, impedindo o desperdício inconsiderado dos recursos, e cuidando para que estes sejam empregados na satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade, dada a diversidade dos meios naturais e dos contextos culturais.

Criado por Ignacy Sachs em 1973 se popularizou principalmente a partir da Rio92 e mais pra frente evoluiu para o termo “desenvolvimento sustentável” mais usado atualmente.



Esse termo envolve uma crítica à sociedade industrial e está subdividido nos seguintes itens: Satisfação das necessidades básicas; solidariedade com as gerações futuras; participação da população envolvida; preservação dos recursos naturais e do meio ambiente; elaboração de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito as outras culturas; programas de educação. Ignacy Sachs lançou alguns dos fundamentos do debate contemporâneo sobre a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento, baseado na convergência entre economia, ecologia, antropologia cultural e ciência política.

Segundo Sachs, “É uma visão do desenvolvimento em que os objetivos são sempre os sociais, existe uma condicionalidade ambiental e, para que as coisas aconteçam, é preciso dar às propostas uma viabilidade econômica”.



Tendo mais de 50 anos de experiência na área do meio ambiente, em uma entrevista no Rio+20 (http://www.youtube.com/watch?v=loUWp_LzE3I), Sachs fala sobre a importância do evento como um itinerário para os planos de desenvolvimento eco-social dos países e não só como projetos científicos e abstratos.

Considerado como o pai do desenvolvimento sustentável ele trouxe o termo de ecodesenvolvimento como meio de reconciliar desenvolvimento humano e meio ambiente, indissociáveis um do outro, e que afirma a necessidade de se questionar às formas de desenvolvimento, geradores de pobreza e de degradações ambientais. “Os governos não decidem tudo. Na verdade vivemos em uma economia em que os empresários têm muito a dizer. Não vivemos em uma economia pública, mas sim em uma economia público-privada, na qual as decisões, os projetos, os investimentos não estão em uma só mão. Temos uma multiplicidade de atores que têm interesses distintos, muitas vezes conflitivos”.

BIBLIOGRAFIA:

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

TEXTO EM PROL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Este texto foi publicado pelo PNUMA - Programa das Nações Uni­das para o Meio Ambiente em conjunto com a UICN - União Internacional para a Conservação da Natureza e o Fundo Mundial para a Natureza, em outubro de 1991. Propõe uma estra­tégia para o futuro da vida, dirigido a todos, mas em es­pecial aos líderes de governo, empresas, entidades Não-governa­mentais, etc. Dos princípios estabelecidos destacamos o seguinte, pela sua importância para a educação ambiental:
Modificar atitudes e práticas pessoais 
Para adotar a ética de vida sustentável, as pessoas têm de ree­xaminar seus valores e alterar seu comportamento. A so­ciedade deve promover valores que apóiem esta ética, desencora­jando aqueles que são incompatíveis com um modo de vida susten­tável. Deve-se disseminar in­formação por meio da educação for­mal e informal, de modo que as atitu­des necessárias sejam am­plamente compreendidas.
Para mudar as atitudes e hábitos das pessoas será ne­cessária uma campanha de informação, com apoio do governo, mas liderada por um movimento não-governamental. Em todos os paí­ses, devem ser preparados planos para motivar, educar e equipar cada indivíduo para que leve uma vida sustentável. Todos os meios de comunicação devem colaborar com esses planos.
A educação ambiental de crianças e adultos deve ser am­pliada e integrada ao ensino formal de todos os níveis. Os cur­rículos e metodo­logias didáticas, assim como o material dispo­níveis aos professores, terão de ser reexaminados.
Deverá haver maior apoio ao treinamento para o desen­volvimento sustentável. É urgentemente necessária maior quanti­dade de trabalhado­res e orientadores na assistência a fazendei­ros, pescadores, extravis­tas, artesãos, classes pobres urbanas e rurais e muitos outros grupos dentro da sociedade, para que passem a usar os recursos naturais de forma sustentável e mais produtiva. As entidades de assistência ao de­senvolvimento devem dar alta prioridade a essa questão.
Ao final do século, as entidades de assistência ao de­senvolvimento deverão ter duplicado o seu apoio à educação e treina­mento ambiental, em relação aos níveis de 1990. Todos os países de­verão ter incorporado o ensino ambiental aos seus cur­rículos escolares e adotado planos nacionais para promover a vida sustentável.
Texto Retirado do Curso de Educação Ambiental.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MEIO AMBIENTE

Como o tema sobre o meio ambiente é bastante polêmico e sua definição varia de autor para autor, vamos tentar explicar de uma forma simples o que é o meio ambiente, como é visto e qual a sua importância para a nossa vida.

Segundo o Wikipédia o meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas que ocorrem na Terra, ou alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

De acordo com o livro do prof doutor Marcel Bursztyn, em termos amplos, o meio ambiente inclui e transcende os elementos do mundo natural. Engloba, também, as relações entre as pessoas e o meio onde vivem. Portanto, tratar a questão ambiental demanda conhecimentos sobre o meio físico e biótico e a dimensão socioeconômica e cultural, tudo isso circunscrito a um dado contexto político-institucional, onde aqueles aspectos interagem.

Ao comparar as duas definições vemos que são parecidas, porém a definição do professor Bursztyn inclui a vertente social a definição do meio ambiente. Isso pode ser facilmente demonstrado, pois há uma interação do meio ambiente conosco e vice-versa.

No mesmo livro mostra que o conceito de meio ambiente pode ser dividido em três aspectos: Biocêntrico: entende o meio ambiente como um conjunto de objetos naturais em interação; Antropocêntrico: o meio ambiente é entendido como um conjunto de relação dos humanos com o meio natural e com o meio construído; Tecnocrático: considera que o meio ambiente se baseia na relação entre humanos e natureza.

O que buscamos nesse momento é uma visão tecnocrática, pois percebemos que necessitamos de recursos que se usados sem limites podem acabar em pouco tempo. No livro “Espiritualidade Verde” mostra em seus primeiros capítulos o conflito entre a visão antropocêntrica e a biocêntrica trazendo para a consciência que não há desenvolvimento sem recursos e também que não há recursos sem uma conscientização por parte de todos.




O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972 com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente e alertar o público mundial e governos de cada país para os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar do meio ambiente.

Foi em Estocolmo, no dia 5 de junho de 1972, que teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano (durou até dia 16) e por esse motivo foi a data escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente. 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, existe um calendário no Brasil que comemora os dias mais importantes para conscientização do meio ambiente. Confira Abaixo:

Janeiro

11 – Dia do Combate da Poluição por Agrotóxicos


Fevereiro

2 - Dia Mundial das Zonas úmidas

6 – Dia do Agente de Defesa Ambiental

22 – Aniversário do IBAMA


Março

1 -  Dia do Turismo Ecológico

2 – Aniversário do serviço Florestal Brasileiro – SFB

16 - Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

21 – Dia Mundial Florestal

22 – Dia Mundial da Água


Abril

17 – Dia Nacional de Botânica

19 – Dia do Índio

21 – Dia da Conservação do Solo

22 – Dia da Terra

28 – Dia da Caatinga


Maio

3 – Dia do Sólo e do Pau-Brasil

5 – Dia do Campo

22 – Dia Internacional da Biodiversidade

27 -  Dia da Mata Atlântica


Junho

5 – Dia Mundial do Meio Ambiente

8 – Dia Mundial dos Oceanos

13 – Aniversário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

17 – Dia Mundial de Combate à Desertificação


Julho

10 – Aniversário de criação do Fundo Nacional do Meio Ambiente

12 – Dia do Engenheiro Florestal

17 – Dia da Proteção das Florestas


Agosto

14 – Dia do Controle da Poluição Industrial

28 – Aniversário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio


Setembro

3 – Dia Nacional do Biólogo

5 – Dia da Amazônia

11 – Dia Nacional do Cerrado

16 – Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio

20 – Dia Internacional da Limpeza de Praia

21 – Dia da Árvore

22 – Dia da Defesa da Fauna


Outubro

3 – Dia Nacional das Abelhas

5 – Dia das Aves

12 – Dia Mundial para a Prevenção de Desastres Naturais e Dia do Mar

15 – Dia do Consumo Consciente

16 – Dia Mundial da Alimentação


Novembro

19 - Aniversário do Ministério do Meio Ambiente


Dezembro

10 – Dia Internacional dos Povos Indígenas

19 – Aniversário da Agência Nacional de Águas – ANA

BIBLIOGRAFIA:

domingo, 29 de dezembro de 2013

PEGADA ECOLÓGICA:

A pegada Ecológica é uma medida da área que ocupamos para a construção de prédios e rodovias e para o consumo da água, do solo para plantio agrícola ou outros usos do meio ambiente. Também são consideradas a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera e a presença de poluentes no ar, na água e no solo.

O termo foi primeiramente usado em 1992 por William Rees, por um ecologista e professor canadiano da Universidade de Colúmbia Britânica. Em 1995, Rees e o co-autor Mathis Wackernagel publicaram o livro chamado Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth.

A pegada ecológica é atualmente usada ao redor do globo como um indicador de sustentabilidade ambiental. Pode ser usado para medir e gerenciar o uso de recursos através da economia. Os resultados nos dão uma ideia de como um indivíduo, cidade ou país utiliza os recursos naturais, conforme os hábitos de consumo e estilos de vida.

Dados recentes mostram que estamos consumindo em média 50% a mais do que a capacidade de reposição do planeta.

RELATÓRIO PLANETA VIVO

A cada dois anos a Rede WWF compila dados de todos os continentes e dezenas de países e os reúne no Relatório Planeta Vivo, que traz uma visão detalhada da situação do meio ambiente em nosso planeta.

"A edição 2012 do Relatório Planeta Vivo destaca a pressão acumulada que está sendo colocado no planeta, e o consequente declínio na saúde das florestas, rios e oceanos que fazem nossas vidas possível. Vivemos como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição. Nós estamos usando 50 por cento mais recursos do que a Terra pode fornecer, e se não mudarmos o curso esse número vai crescer muito rápido - em 2030, até dois planetas não serão suficientes”, aponta o diretor-geral do WWF Internacional, James Leape.

Para ver o relatório na integra: http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/relatorio_planeta_vivo_sumario_rio20_final.pdf
Componentes da pegada Ecológica:

Água

Dos 0,3% de água potável que temos, essa porção vem sofrendo perdas significativas por processos erosivos, pelo uso excessivo e pela contaminação por lançamentos de esgoto não tratado e resíduos tóxicos (principalmente agrotóxicos).

Biodiversidade

Atualmente, enfrentamos a chamada crise da biodiversidade, provocada pelas pressões humanas realizadas por vários setores, incluindo processos de urbanização e impermeabilização dos solos; agricultura extensiva com o uso excessivo de pesticidas agrícolas; poluição dos recursos hídricos, da atmosfera e do solo.

Emissão de gases de efeito estufa

O excesso de lançamento de gases que aprisionam calor na atmosfera, tais como o gás carbônico, o monóxido de carbono, os óxidos de nitrogênio e o metano, principalmente por atividades industriais e queimadas de florestas

Consumo de energia e poluição atmosférica

Grandes quantidades de compostos tóxicos são lançados por atividades industriais e também têm trazido graves problemas ambientais.

Produção e destinação do lixo
Um grave problema que enfrentamos hoje é o descarte dos resíduos sólidos (lixo). Restos de alimento e papéis úmidos descartados em locais inadequados podem se tornar ambientes propícios para a proliferação de vetores de doenças.

Todos os aparelhos eletrônicos possuem um tempo de vida útil Depois disso, ficam inutilizados e se o descarte não for feito de maneira adequada, uma grande quantidade de substâncias tóxicas será lançada no meio ambiente

Através do site: http://www.suapegadaecologica.com.br/ você pode calcular a sua pegada. Nesse site também dá dicas sobre como reduzir e melhorar o consumo.


Site do INPE sobre pegada ecológica

Bom proveito.

BIBLIOGRAFIA:


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

CASAS PRONTAS EM UM DIA.


O sistema de paredes de concreto moldadas in loco, permite a obtenção de painéis de qualquer tamanho, resultando em economia e velocidade na obra.

Basicamente, emprega um jogo de fôrmas, tela de aço e o concreto que irá constituir a parede. Geralmente é de alumínio, um material nobre. Mas é uma fôrma que pode ser utilizada muitas vezes, de 500 até duas mil vezes.

Tipos de fôrmas utilizadas nas paredes de concreto
• Plástico: Leve, resistente, excelente acabamento final, durabilidade baixa, custo baixo;
• Alumínio: leve, resistente, excelente acabamento final, durabilidade alta, custo alto;
• Aço: Grande peso, resistência, baixo acabamento final, durabilidade média, custo alto;

Esse sistema tem como vantagem:  a Sustentabilidade: O desperdício de mão-de-obra com retrabalhos e atividades não produtivas, bem como de materiais, pedaços de madeira, pregos e resíduos diversos são substituídos pela execução planejada, padronizada e com grande qualidade final. A utilização de fôrmas reaproveitáveis, que não geram entulho, e de recursos industrializados resultam em um maior controle do impacto ambiental da obra; Alta produtividade: Com a velocidade de execução, a mão de obra e a reutilização de formas obtém-se uma alta produtividade e o Custo global competitivo: O custo é competitivo se for visto em alta escala. Pois o custo das formas não é baixo, mas como é reutilizável o gasto nas formas será diluído na quantidade de obras, obtendo assim uma vantagem no custo.

E como desvantagem: Baixa flexibilidade: Como é um sistema que depende da padronização das paredes e reutilização das formas, não possui uma boa capacidade para imprevistos. Caso seja necessário uma reforma ou então uma modificação este sistema impõe muita dificuldade; Custo é função da reutilização das formas e velocidade de execução: O sistema não tem uma vantagem de custo caso não seja reutilizada as formas, já que, as formas são muito caras se não forem diluídas em uma grande quantidade de obras que as utilizarão.

ALVES, C. O; PEIXOTO, E. J. S. Estudo comparativo de custo entre alvenaria estrutural e paredes de concreto armado moldadas no local com formas de alumínio. Para ver o trabalho completo: http://www.unama.br/novoportal/ensino/graduacao/cursos/engenhariacivil/attachments/article/129/ESTUDO%20COMPARATIVO%20DE%20CUSTO%20ENTRE%20ALVENARIA%20ESTRUTURAL%20E%20PAREDES%20DE%20CONCRETO%20ARMADO%20MOLDADAS%20NO%20L.pdf


Segundo a NBR 16055/2012 esse sistema só se aplica a parede submetidas à carga axial (1), é a carga atuando na direção perpendicular ao sentido da dimensão principal, ou seja, se a dimensão for vertical, a carga ou força é horizontal e vice versa. Nesse sistema também é necessário uma avaliação prévia das condições do solo

Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 2010 à 2024, o Brasil vai construir cerca de 23,4 milhões de novas moradias para reduzir o déficit habitacional e eliminar as moradias precárias. A técnica foi utilizada em 2010 na cidade de Jurema, Pernambuco, na operação do governo que visava atender as famílias que sofreram com a enchente em junho do mesmo ano.

O sistema de paredes de concreto moldadas in loco, permite a obtenção de painéis de qualquer tamanho, resultando em economia e velocidade na obra.

O método é bastante utilizado nos Estados Unidos, na Europa e na Colômbia. No Brasil esse sistema atua há mais de 30 anos, mas devido ao alto déficit de moradia, começou a ser visto com bons olhos há quatro anos atrás.

O sistema tem vantagem de ter um custo inferior em relação a outros sistemas construtivos devido à rapidez na execução, principalmente em empreendimentos em escala. Segundo o engenheiro Arnoldo Wendler.

BIBIOGRAFIA:

sábado, 21 de dezembro de 2013

PROTETORES DO MEIO AMBIENTE.

A participação da Polícia Militar na área ambiental vem crescendo nos últimos anos. O "socorro ambiental" é requerido em casos de cumprimentos de mandatos judiciais e situações de risco de conflitos com os agressões da natureza. Segundo o então coordenador geral de fiscalização do Ibama, Bruno Barbosa: " O instituto aplica as sanções administrativas às infrações ambientais, enquanto os policiais ficam responsáveis pela segurança pública". A polícia do Distrito Federal, da Bahia e de São Paulo são exemplos.

A ação da PM na defesa do meio ambiente no DF começou em 2003 com a criação da Companhia de Polícia Militar Florestal e logo após, em 2010 foi criado o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). O batalhão conta com 329 homens que cobrem 5,8mil quilômetros quadrados do Distrito Federal.

O batalhão atua na prevenção e no combate às agressões ambientais em Brasília e nas cidades satélites e costuma a ter pela frente, desde a extração ilegal de madeiras nativas à comércio de pássaros e outros animais silvestres.

O requisito para o ingresso dos PMs no batalhão é um curso de 40 horas que aborda conhecimentos relacionados aos procedimentos exigidos pelos crimes ambientais. O então subcomandante da BPMA, major André Caldas ressalta que os demais crimes que são tomados conhecimento pelos policiais são repreendidos e estão prontos para agir em qualquer caso mesmo sendo da policia ambiental.

O BPMA conta com um programa  de educação ambiental (http://teatroloboguara.blogspot.com.br/ ), em 2012 o batalhão abriu as portas à visitação dos estudantes do DF que vão desde palestras a peças educativas,o número de contato da polícia ambiental é (61) 3910 1965.

BIBLIOGRAFIA: