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quinta-feira, 7 de março de 2013

DIFERENÇAS ENTRE MADEIRA DE LEI E MADEIRA DE REFLORESTAMENTO.

Madeiras de lei são aquelas que tem grande resistência ao ataque de insetos e a umidade, geralmente utilizadas na constrição naval e na fabricação de artigos de segurança pela suas características marcantes. Essa expressão foi criada para designar as madeiras que só podiam ser derrubadas se a Coroa portuguesa autorizasse evitando assim o contrabando por outros paises. Hoje é indicada como madeira de alto valor comercial, duras e resistentes.

Essas madeiras produzem substâncias químicas que protegem o tronco do ataque de fungos e insetos o que faz ela sobreviver por centenas de anos e servir para diversas aplicações já citadas acima.

cedro é um tipo de madeira de lei.

Por conta do desmatamento desenfreado boa parte das madeiras de lei praticamente sumiram das matas do Brasil fazendo com que sua exploração seja controlada.

As madeiras de reflorestamento são aquelas que substituem as madeiras retiradas da mata nativa. Seu crescimento é mais rápido e tem um baixo custo comparado as madeiras nativas, porém a sua resistência é bem menor que as madeiras de lei necessitando de alguns tratamentos contra pragas e a umidade.

A atividade chamada de ‘reflorestamento’ é apenas o plantio de árvores de rápido crescimento, que podem substituir em diversos usos as madeiras nativas, que têm crescimento mais lento e extração mais difícil. Atualmente, existem aproximadamente 544 milhões de hectares de florestas nativas e cinco milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil.

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floresta de madeira reflorestada.
BIBLIOGRAFIA:

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

RECICLADO X RECICLÁVEL


Reciclável indica que o material pode ser transformado em outro novo material. Reciclado indica que o material já foi transformado. Algumas vezes, o material que foi reciclado pode sofrer o processo de reciclagem novamente.

O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. Temos como exemplo o papel e o vidro que são chamados de reciclados porém não voltam ao seu estado natural pois ao ser reciclado suas propriedades são modificadas dando cor, textura e outras características diferentes dos produtos feito com a matéria prima.

Geralmente ao reciclar um certo material perde um pouco de sua composição original em termos de quantidade; existem certos polímeros (plastico) que podem ser utilizados somente algumas vezes devido a alterações químicas e físicas depois sera necessário inserir mais matéria prima para compensar a sua produção.

A vantagem dos materiais reciclados é diminuir consideravelmente a quantidade de matéria prima para fazer o produto e assim reduzir o custo das empresas ligadas a esse consumo. Também diminui a quantidade de resíduos descartados nos lixões  e aterros sanitários além de oferecer oportunidade de trabalho remunerado a população de baixa renda.


BIBLIOGRAFIA:




terça-feira, 18 de setembro de 2012

22 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL SEM CARRO

Criado na França em 1997 o Dia Mundial sem Carro vem contando com vários adeptos do mundo todo. Esse dia propõe que as pessoas que utilizam o carro possam se locomover de forma alternativa e possam refletir sobre o uso abusivo dos carros.

É um movimento sustentável na qual São Paulo e Belo Horizonte participam desde 2003. Na Europa a semana toda são feitas várias atividades de educação ambiental mostrando para seus habitantes os reflexos dos altos nives de poluição que são produzidos pelos carros.


No dia 20 de setembro a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CMADS - vai realizar uma audiência pública para debater e propor a inserção da data no calendário brasileiro.

BIBLIOGRAFIA:

sábado, 8 de setembro de 2012

USO DO FOGO NO CERRADO.

O cerrado por ter um clima seco entre os meses de abril e setembro é alvo de grandes queimadas. Esse ano já foi registrado mas de 22 mil focos de incêndio nesse período de seca, especialistas tentam alertar a população para os malefícios que o incêndio traz tanto para a fauna quanto para a flora.

No cerrado há dois tipos de queimada a natural e a provocada pelo homem. A queimada natural começa no período de transição entre a seca e a chuva quando a quantidade de raios e trovões estão em alta. Quando isso ocorre a recuperação da vegetação é rápida pois a época de chuva repõe o que foi perdido. Já a queimada feita pelo homem ocorre no meio da época seca quando ventos fortes e a baixa umidade predominam. Por conta de ser em grande quantidade o cerrado não consegue recuperar rapidamente a vegetação causando o empobrecimento do solo e o desmatamento da área.

Pesquisas indicam que os nutrientes perdidos durante a queimada demoram cerca de 3 à 4 anos para retornar ao solo. Muitos agricultores creem que com a queimada contribui para a fertilidade do solo porém essa ideia errônea faz com que os nutrientes essenciais para a sustentação das plantas se perca na atmosfera além de liberar altos índices de gás carbônico.

Queimada do cerrado do oeste baiano.
A agricultura não é a única causa de incêndio no Cerrado, em beiras de estradas é comum ver queimadas por conta de bitucas de cigarros que foram jogada pela janela do carro fazendo com que o fogo se alastre rapidamente. A queima de lixo no meio rural por falta de coleta do mesmo, e fogueiras no meio da vegetação seca também são casos muito comuns de queimadas nesses locais.

Pelo artigo 41 da lei de crimes ambientais 9.605/98 diz que colocar fogo nas matas e nas florestas tem a pena de reclusão de 2 à 4 anos sujeito ao pagamento de multa.

Além de causar um grande estrago na biodiversidade do local as queimadas causam problemas de saúde como intoxicação pelos compostos queimados e também queimaduras para quem tentar apagar o fogo sem a proteção necessária.


"Tudo quanto fere a Terra, fere também os filhos da terra"Cacique Seattle, 1885 
BIBLIOGRAFIA:

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O QUE É ZONA DE AMORTECIMENTO?

A zona de amortecimento é definida como o entorno de uma unidade de conservação (UC) onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições  com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade. Essa zona foi prevista para servir de filtro aos problemas ambientais que o meio externo gera, essa medida é de grande importância, pois com a diminuição de impactos negativos do exterior para o interior assegura-se um aumento na proteção e na integridade ecológica.


De acordo com o Artigo 25 da lei do SNUC 9985/00 o órgão responsável pela administração da UC, seja em âmbito federal, estadual ou municipal, é quem deve estabelecer as normas específicas regulamentando a ocupação e o uso dos recursos, bem como os limites da zona de amortecimento podendo ser definida na data da criação ou posteriormente.

Ilustração de uma zona de amortecimento no Parque Nacional das Emas.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SENADO VOTA PELO FIM DA PROTEÇÃO DE RIOS TEMPORÁRIOS

O senado a provou no dia 08/08/12 a emenda da MP (medida provisória) 571/12 que retira as margens e cursos d'água temporários da condição de APP (área de preservação permanente). Houva grande divergência entre a bancada ruralista e a bancada ambientalista que compõem a comissão mista (senadores e deputados) que discutem sobre o novo código florestal.

Na opinião do senador Jorge Viana "Não se trata de resolver o problema daqueles que desmataram, não se trata de passivo ambiental. Trata-se de desproteger áreas protegidas e já acordadas". Entretanto os senadores Blairo Maggi e Ana Amélia atribuíram a essa polêmica a flexibilização de regra para computar as o percentual minimo obrigatório das APP's nas regiões de cerrado da amazônia legal e que as mudanças já haviam sido acordadas não havendo razão para questionamento.

Os senadores Rodrigo Rollemberg e Jorge Viana negaram que houve um acordo nesse sentido e também relataram que houve um radicalismo na aprovação dessa MP já que a bancada ruralista é maioria na comissão mista. Rodrigo Rollemberg  afirmou que embora a bancada ruralista afirme que houve acordo, ele não foi procurado por ninguém do governo ou da bancada, acrescentou ainda que parte da bancada ruralista mais radical está fazendo nesse momento com a MP encaminhada pelo governo é uma completa desfiguração que vai ampliar o desmatamento e colocar em risco a sustentabilidade da própria agricultura brasileira.

Importância dos rios temporários:

Os rios temporários são corpos de água naturais que apresentam um período de fluxo e outro seco. Eles secam nos períodos com pouco ou nenhum volume de precipitação.Na caatinga, eles são fundamentais por alimentar os rios maiores e garantir o armazenamento de água, o abastecimento humano e animal em grande parte do ano.

De acordo com Anivaldo de Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, os maiores rios do semiárido são formados por centenas de afluentes, muitos temporários, a desproteção das matas ciliares pode causar uma reação em cadeia, atingindo todo bioma e contribuindo para a desertificação.

Rio Curimatau - Banha os estados da Paraìba e do Rio Grande do Norte.

A discussão para as outras emedas da MP 571/12 foi adiada para o dia 28/08 para que não aja retrocesso nos acordos já firmados sobre o código florestal.

BIBLIOGRAFIA:

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O QUE É BIORREMEDIAÇÃO?

É o ato de remediar áreas degradadas, tanto águas como solo, com a utilização de microrganismos ou seus componentes na recuperação. Provoca a extração de compostos voláteis dos seres utilizados para oxidar lentamente os poluentes atuantes nas áreas infectadas. A Biorremediação pode ser empregada para atacar contaminantes específicos no solo e águas subterrâneas, tais como a degradação de hidrocarbonetos do petróleo e compostos orgânicos clorados (como o DDT) pelas bactérias.

O processo se dá pelo fato de microrganismos substratos orgânicos e inorgânicos, como exemplo o carbono como fonte de alimentação. Desta forma, convertendo os contaminantes em água. Por ser um processo natural, promove um tratamento adequado ao meio, seu custo é relativamente baixo quando comparado à outras alternativas de tratamento de resíduos sólidos além de incrementarem a velocidade do processo de natural degradação.


A biorremediação in situ no tratamento de solos oferece a vantagem de não ser necessária a remoção e o transporte do material contaminado, ou seja, permite o tratamento de grandes áreas e tem custo menor. Porém exige maior tempo de tratamento e apresenta menor flexibilidade para o tratamento de grande número de contaminantes e tipos de solo.A biorremediação ex situ é indicada nos casos em que há risco de alastramento da contaminação e quando não é possível o tratamento no local, por exemplo, dificuldade de acesso ao local.


Dentre alguns exemplos da utilização da biorremediação temos: liberação de petróleo no mar ou em rios, vazamento em postos de combustíveis que atingiram o lençol freático, contaminação das águas e do solo por substâncias tóxicas, ocorrência de esgoto e de lixões.

Exemplos de biorremediação em diversas áreas.
BIBLIOGRAFIA:

domingo, 5 de agosto de 2012

O QUE É A OSMOSE REVERSA?


A osmose é um fenômeno encontrado na natureza, que consiste na difusão entre duas soluções de 
concentrações salinas diferentes, através de uma membrana semipermeável. A passagem da água pura, através da membrana semipermeável, provoca um aumento no volume da água salinizada este efeito é decorrente da pressão exercida sobre a membrana no lado da água salinizada.

Na osmose reversa, o fluxo de água no sistema é invertido. A água salina é pressurizada além da pressão natural e bombeada através da membrana que se comporta-se como uma peneira, rejeitando  quase todas as moléculas dissolvidas e permitindo somente a passagem de água pura. A osmose reversa tem a capacidade de separar a água de seus contaminantes que estão dissolvidos.

Fluxograma de um sistema de osmose reversa.
A quantidade de pressão aplicada externamente deve ser maior do que a pressão natural para manter os íons e outras impurezas dentro da água. Esse sistema é usado por pessoas que não têm acesso à água potável tratada.


BIBLIOGRAFIA:


terça-feira, 10 de julho de 2012

O QUE É UM PLANO DE MANEJO?

É um projeto dinâmico que determina o limite de uma unidade de conservação propondo seu desenvolvimento físico, de acordo com suas finalidades. É um documento técnico na qual tem como fundamento os objetivos gerais de uma Unidade de Conservação, estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais.

De acordo com a lei 9985/00, Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).O Plano de Manejo poderá dispor sobre as atividades de liberação planejada e cultivo de organismos geneticamente modificados nas Áreas de Proteção Ambiental e nas zonas de amortecimento das demais categorias de unidade de conservação.

METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE MANEJO:

Fase 1 - Nesta fase, iniciam-se ações visando conhecer e minimizar impactos, além de fortalecer a proteção da Unidade e sua integração com as comunidades vizinhas.

Fase 2 -Este é o momento de aprofundar o conhecimento, iniciar ações de proteção da diversidade biológica da UC e incentivar alternativas de desenvolvimento das áreas vizinhas.

Fase 3 - Nesta fase, continuam as ações visando ampliar o conhecimento sobre a realidade da UC e iniciam-se ações específicas de manejo dos recursos naturais, assegurando sua evolução e proteção.




Uma das ferramentas mais importantes do plano de manejo é o zoneamento da UC, que a organiza espacialmente em zonas sob diferentes graus de proteção e regras de uso. O plano de manejo também inclui medidas para promover a integração da UC à vida econômica e social das comunidades vizinhas.
BIBLIOGRAFIA:

http://www.recanta.org.br/plano_de_manejo_ibama.html
http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/planos-de-manejo.html
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9985.htm
http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao/plano-de-manejo