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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO 1972

Vamos fazer um apanhado histórico sobre os movimentos e conferências históricas pelo Brasil e pelo mundo para que possamos ter embasamento teórico e conhecimento sobre a história do pensamento sustentável. 

Começamos pela conferência de Estocolmo, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972 e teve a sua importância, pois foi a primeira atitude mundial em tentar organizar as relações de Homem e Meio Ambiente.

Realizada na capital da Suécia a conferência contou com a presença de 113 países e mais 400 instituições governamentais e não governamentais e foi Presidida pelo canadense Maurice Strong. Naquela época acreditava-se que o meio ambiente era uma fonte inesgotável e a relação homem com a natureza era desigual. Essa conferência foi muito importante, pois pela primeira vez o mundo se direcionou para a população global, a poluição atmosférica e a intensa exploração dos recursos naturais.

Dentro da reunião as posições dos países foram diversas dentre elas os Estados Unidos foi o primeiro a se dispor a reduzir a poluição na natureza. Já os países subdesenvolvidos não aprovaram as decisões de reduzir as atividades industriais, pelo fato de terem a base econômica focada na industrialização.

O Brasil, em regime militar, defendeu a tese do desenvolvimento econômico a qualquer preço, sem qualquer restrição de natureza ambiental.O então ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso afirmou que quanto maior a poluição, maior o progresso. Essa frase fez com que o Brasil tivesse dificuldades para convencer os outros países de que também era a favor do controle da poluição anos depois deixando-o em situações constrangedoras.

O Brasil aceitava indústrias que outros países não aceitavam para continuar o crescimento econômico alto, a desculpa era que o tinha a Amazônia e podia suportar bem a poluição.

Essa conferência foi de extrema importância para controlar o uso dos recursos naturais pelo homem, e lembrar que grande parte destes recursos além de não serem renováveis, quando removidos da natureza em grandes quantidades, deixam uma lacuna, ás vezes irreversível, cujas consequências virão e serão sentidas nas gerações futuras.

Após longos discursos e apresentações de pesquisas, foi concebido um importante documento relacionado aos temas ambientais, de preservação e uso dos recursos naturais, isso em esfera global.
Na Conferência fica claro que o Homem é o centro da relação Homem-meio ambiente. A proposta dos 23 artigos trata a pobreza como causadora da degradação; não apoia o crescimento zero e sim crescimento com equilíbrio e afirma que deve ocorrer a preocupação com o crescimento populacional.




Para quem tiver curiosidade de ver o documento na integra pode acessar esse site:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmxNfWISAwPHQtzj78_ICrzsmb93Aynb80gHBq2mWbmnFOOAEvep-rS30zx-_VHOaQkpWTw3Ed8nwxrh9FvdWCMpMyOQf_mjj1UHxnxLaYyD4HPdIREmHxHxFfUhs7068odtjwjRrGFyix/s400/Estocolmo+1972.gif

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

QUESTIONÁRIO

Pessoal que mora em Brasília, principalmente na Asa Norte:
esse questionário abaixo é para uma futura implementação de aluguel de bicicletas com possível expansão para as cidades satélites.
Se puderem responder ficarei grato.

https://docs.google.com/forms/d/1uqXBFJlYi4AntA3r-TNKKBkCMLLgQKkB3eDGPmBacbE/edit

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

AGENDA 21

Tenho percebido ultimamente que poucas pessoas tem noção do que seja a agenda 21 e das pessoas com que converso tem uma ideia muito superficial da sua importância. Então vamos tentar entende-la de forma simplificada e refletir qual é a sua importância no cenário da sustentabilidade.

Primeiro vamos abordar um pouco da ECO-92 que foi o evento que criou a agenda 21 e será objeto de próximas postagens do blog.

A ECO-92 ou Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento foi realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de julho de 1992, contando com a presença de 172 países e 116 chefes de estado. Conhecida também como a "Cúpula da Terra" consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente, segundo o livro " A grande transformação ambiental " do professor  doutor Marcel Bursztyn.

Segundo o documento da agenda 21 " A Conferência das Nações·Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 foi saudada como sendo o mais importante e promissor encontro planetário deste final de século ".


Ainda segundo o livro do professor doutor Marcel a agenda 21 foi lançada como o primeiro documento de compromisso internacional voltado ao horizonte de longo prazo, segundo princípios de sustentabilidade ambiental, ou seja, é um documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual  governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais.

A Agenda 21 pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil, o documento é um instrumento de planejamento resultado de uma consulta à população brasileira e é realizada pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável.

A inovação trazida por esse documento foi colocar o meio ambiente em primeira ordem, pois as políticas de desenvolvimento visavam sempre o crescimento econômico legando ao último lugar a preocupação com o futuro ambiental do planeta.

A Agenda 21 é composta por quarenta capítulos e implementou a agenda local com a afirmativa de que as mudanças não podem ser realizadas somente “de baixo para cima”, como uma imposição. Isso porque as pessoas tendem a se preocupar apenas com as mudanças que afetam diretamente suas vidas e estejam ligadas diretamente as suas necessidades.

Esse documento foi o precursor para outros como o protocolo de Kyoto e criação de ONG's voltadas inteiramente para buscar soluções ambientais e trouxe para a consciência da população uma nova visão de mundo.

O documento na integra pode ser consultado através do link: http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/agenda21.pdf


BIBLIOGRAFIA:

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ASFALTO BORRACHA PELA ÓTICA AMBIENTAL

Inventado em 1960 pelo norte-americano Charles MacDonald, o asfalto-borracha cobre hoje aproximadamente 70% da malha rodoviária do Arizona.

O material é caracterizado por mistura com liga de asfalto modificado por borracha triturada de pneus e compactado a quente, procedimento utilizado para aumentar a ligação entre as partículas para a produção em escala comercial.

No Brasil, anualmente, são descartados mais de 30 milhões de pneus, dos quais a maior parte é disposta em locais inadequados.Os pneus são depositados inteiros em aterros de lixo comum ou jogados em vias públicas, rios e córregos. Quando empilhados em quintais ou terrenos baldios, propiciam a proliferação de animais que podem transmitir doenças como a leptospirose e dengue, quando queimados emitem gases tóxicos (Oliveira, Otávio; de Castro, Rosani) causando assim impactos na saúde pública e no meio ambiente.

O asfalto-borracha tem maior aderência, o que ajuda a evitar derrapagens e reduz o spray causado pelos pneus em dias de chuva e pode ser utilizado em qualquer rodovia com as mesmas condições da aplicação do asfalto convencional.

A seguir um modelo esquematizado e simplificado da produção do asfalto borracha:


Pela parte econômica vemos que o asfalto borracha custa entre 30 à 50% a mais que o asfalto convencional porém seu custo pode ser justificado. Segundo estudos realizados a cada 1000 km de asfalto a economia é de:
  • Petróleo (R$ 14 milhões);
  • Pedras (R$ 26 milhões);
  • Energia (R$ 10 milhões);
  • Tempo de viagens (25 milhões veículos/ano);
  • Aterros sanitários (R$ 8 milhões).
FONTE: Consórcio Univias

O asfalto-ecológico está presente na região das rodovias Imigrantes e Anchieta entre outros locais. Hoje há cerca de mais de 8 mil km de estradas pavimentadas com asfalto-borracha no Brasil.

Através da utilização dessa mistura vemos que as vantagens ambientais e até econômicas são viáveis para a utilização dos asfaltos borrachas. A durabilidade varia de acordo com as condições da estrada, a temperatura e clima da região, assim como a intensidade do tráfego.  Segundo o engenheiro Pa­­­ulo Ruwer, res­­­­­­­­­­pon­­­­­­­sável por uma experiência pioneira com asfalto-borracha em 2001 em uma estrada controlada pelo consórcio Univias, "Em uma rodovia de alto tráfego com estrutura de pavimento robusta, o asfalto-borracha pode durar cinco anos, e em uma de baixo tráfego bem estruturada e com as mesmas condições climáticas pode durar 25, 30 anos".

OLIVEIRA, Otávio José de; Castro, Rosani de; ESTUDO DA DESTINAÇÃO E DA RECICLAGEM DE PNEUS INSERVÍVEIS NO BRASIL. 27º Encontro Nacional de Engenharia de Produção.Foz do Iguaçu, PR, Brasil. 2007

NOTA DO AUTOR:

Amigos leitores, para aqueles que não me conhecem, eu faço o curso de Engenhara Ambiental na Universidade de Brasília (UnB) e busco, através de estudos científicos, passar para vocês, os conhecimentos e inovações na área de sustentabilidade da forma mais simples possível para que o leitor que não está acostumado com o linguajar técnico da área possa entender.

Após receber alguns comentários sobre as postagens fico feliz em saber que meu objetivo está se cumprindo quase por completo, porém para aumentar o conhecimento tanto de vocês como o meu gostaria que pudessem mandar para mim dúvidas, conceitos que não foram explicados e até curiosidades da área ambiental para que todos possamos compartilhar além de críticas sobre as postagens desse blog.

Desde já agradeço.

quinta-feira, 7 de março de 2013

DIFERENÇAS ENTRE MADEIRA DE LEI E MADEIRA DE REFLORESTAMENTO.

Madeiras de lei são aquelas que tem grande resistência ao ataque de insetos e a umidade, geralmente utilizadas na constrição naval e na fabricação de artigos de segurança pela suas características marcantes. Essa expressão foi criada para designar as madeiras que só podiam ser derrubadas se a Coroa portuguesa autorizasse evitando assim o contrabando por outros paises. Hoje é indicada como madeira de alto valor comercial, duras e resistentes.

Essas madeiras produzem substâncias químicas que protegem o tronco do ataque de fungos e insetos o que faz ela sobreviver por centenas de anos e servir para diversas aplicações já citadas acima.

cedro é um tipo de madeira de lei.

Por conta do desmatamento desenfreado boa parte das madeiras de lei praticamente sumiram das matas do Brasil fazendo com que sua exploração seja controlada.

As madeiras de reflorestamento são aquelas que substituem as madeiras retiradas da mata nativa. Seu crescimento é mais rápido e tem um baixo custo comparado as madeiras nativas, porém a sua resistência é bem menor que as madeiras de lei necessitando de alguns tratamentos contra pragas e a umidade.

A atividade chamada de ‘reflorestamento’ é apenas o plantio de árvores de rápido crescimento, que podem substituir em diversos usos as madeiras nativas, que têm crescimento mais lento e extração mais difícil. Atualmente, existem aproximadamente 544 milhões de hectares de florestas nativas e cinco milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil.

Image
floresta de madeira reflorestada.
BIBLIOGRAFIA:

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

RECICLADO X RECICLÁVEL


Reciclável indica que o material pode ser transformado em outro novo material. Reciclado indica que o material já foi transformado. Algumas vezes, o material que foi reciclado pode sofrer o processo de reciclagem novamente.

O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. Temos como exemplo o papel e o vidro que são chamados de reciclados porém não voltam ao seu estado natural pois ao ser reciclado suas propriedades são modificadas dando cor, textura e outras características diferentes dos produtos feito com a matéria prima.

Geralmente ao reciclar um certo material perde um pouco de sua composição original em termos de quantidade; existem certos polímeros (plastico) que podem ser utilizados somente algumas vezes devido a alterações químicas e físicas depois sera necessário inserir mais matéria prima para compensar a sua produção.

A vantagem dos materiais reciclados é diminuir consideravelmente a quantidade de matéria prima para fazer o produto e assim reduzir o custo das empresas ligadas a esse consumo. Também diminui a quantidade de resíduos descartados nos lixões  e aterros sanitários além de oferecer oportunidade de trabalho remunerado a população de baixa renda.


BIBLIOGRAFIA:




terça-feira, 18 de setembro de 2012

22 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL SEM CARRO

Criado na França em 1997 o Dia Mundial sem Carro vem contando com vários adeptos do mundo todo. Esse dia propõe que as pessoas que utilizam o carro possam se locomover de forma alternativa e possam refletir sobre o uso abusivo dos carros.

É um movimento sustentável na qual São Paulo e Belo Horizonte participam desde 2003. Na Europa a semana toda são feitas várias atividades de educação ambiental mostrando para seus habitantes os reflexos dos altos nives de poluição que são produzidos pelos carros.


No dia 20 de setembro a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CMADS - vai realizar uma audiência pública para debater e propor a inserção da data no calendário brasileiro.

BIBLIOGRAFIA: